São, neste momento, 1 hora e 49 minutos da manhã. Estou de férias. Mas a cabeça continua a funcionar, apesar do tempo quente. Olho para um lado e para outro e percebo que estou sozinho. Dormem os vizinhos, há sossego no ar.
Directamente de Faro proponho uma reflexão. Esta muito pessoal, daquelas que significa abrir o coração (o meu por sinal) para o mundo.
Acabo de ter a confirmação de que uma chefe de divisão, de um determinado instituto público onde exerci funções, acaba de perder esse lugar. Estou a falar de uma pessoa que me prejudicou imenso, em colaboração com mais duas raparigas tontas e demasiado bem mandadas. Ainda hoje guardo as provas visíveis dessa malfadada orientação espiritual a cargo da mandante (dessa sobram as suspeitas óbvias, faltam as provas práticas, das outras, sobram as provas incriminadoras e as suspeitas comprovadas pessoalmente e devidamente confrontadas).
À boa maneira do ser humano, quando recebi a notícia, quis sentir felicidade por esta ironia da vida. Mas neguei logo, imediatamente, essa minha falha. Seria demasiado pequeno da minha parte.
Vai daí, senti-me grande por não ter desejado mal (e a bofetada de luva branca é essa mesmo), ciente que de uma maneira ou outra, os feudos, as ditaduras, a falta de inteligência, a maldade e burrice com que uma pessoa como aquela desempenhou as suas funções caíram por terra assim... pela porta pequena.
Talvez agora encontre paz na sua própria crueldade.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
AI ESTES FILHOS DA NAÇÃO
Seguramente, mau demais para ser verdade. Não quero cair na tentação de falar mal só por falar. Agora, perante o resultado adverso, não faltarão as críticas, nem os insultos. Todavia, ninguém é de ferro, ninguém é insensível, ninguém fica indiferente à raiva que sentimos, tanto pela frustração de quem não consegue atingir os seus objectivos, como pela bagunça que por aí vem na selecção de todos nós.
Quis, desde o início, mentalizar-me que as coisas poderiam bater certo. Mas, por muitas voltas que desse, ia sempre acabar neste feeling de que não íamos fazer grande coisa a terras africanas.
Os tiques de vedetismo; a falta de resposta a quem apenas queria contactar com os jogadores e restante equipa lusa, gente simples como eu, que apesar das críticas que aqui escrevo, é portuguesa com muito orgulho; a ausência de rigor nos treinos e na preparação dos jogos que disputámos; as ideias loucas de Queiroz e apesar da sua retórica, muito mal explicadas aos adeptos; a sensação de que o barco ia ao fundo mas onde continuava a tocar a orquestra; a entrada amorfa contra a Costa do Marfim; a nulidade contra o Brasil (apenas atenuada antes pela goleada à Coreia do Norte - agora se entende que o excesso de golos fez falta para outros jogos); a indisciplina que foi mais ou menos abafada; a falta de pulso naquele balneário; o vedetismo exarcebado de Cristino Ronaldo (sim, deveria ter feito muito muito muuito mais pela selecção), terminando na sua resposta mal educada de quem nunca passará de um puto mimado, iludido pelo sucesso que um dia passará e com a falta de humildade de quem perde uma bola e não ajuda os colegas; passando pela falta de cortesia de alguns atletas que simplesmente não souberam ficar calados, enfim...
Hoje reconhecemos que foi mau. Muito mau. Contudo, o pior está para vir. O impacto que algumas declarações têm já hoje e terão nos próximos dias confirma isso mesmo. O clima está mau e ninguém tem mão para segurar um conjunto de alguns meninos. O professor não foi capaz. A federação, veremos.
Viva Portugal, sempre. Ao menos que o patriotismo não esteja dependente de resultados. Mas estará sempre ligado ao que fazemos pelo nosso país. Daqueles portugueses (uns mais que outros, não quero ser injusto) não vimos tudo o que deveríamos ter visto.
Quis, desde o início, mentalizar-me que as coisas poderiam bater certo. Mas, por muitas voltas que desse, ia sempre acabar neste feeling de que não íamos fazer grande coisa a terras africanas.
Os tiques de vedetismo; a falta de resposta a quem apenas queria contactar com os jogadores e restante equipa lusa, gente simples como eu, que apesar das críticas que aqui escrevo, é portuguesa com muito orgulho; a ausência de rigor nos treinos e na preparação dos jogos que disputámos; as ideias loucas de Queiroz e apesar da sua retórica, muito mal explicadas aos adeptos; a sensação de que o barco ia ao fundo mas onde continuava a tocar a orquestra; a entrada amorfa contra a Costa do Marfim; a nulidade contra o Brasil (apenas atenuada antes pela goleada à Coreia do Norte - agora se entende que o excesso de golos fez falta para outros jogos); a indisciplina que foi mais ou menos abafada; a falta de pulso naquele balneário; o vedetismo exarcebado de Cristino Ronaldo (sim, deveria ter feito muito muito muuito mais pela selecção), terminando na sua resposta mal educada de quem nunca passará de um puto mimado, iludido pelo sucesso que um dia passará e com a falta de humildade de quem perde uma bola e não ajuda os colegas; passando pela falta de cortesia de alguns atletas que simplesmente não souberam ficar calados, enfim...
Hoje reconhecemos que foi mau. Muito mau. Contudo, o pior está para vir. O impacto que algumas declarações têm já hoje e terão nos próximos dias confirma isso mesmo. O clima está mau e ninguém tem mão para segurar um conjunto de alguns meninos. O professor não foi capaz. A federação, veremos.
Viva Portugal, sempre. Ao menos que o patriotismo não esteja dependente de resultados. Mas estará sempre ligado ao que fazemos pelo nosso país. Daqueles portugueses (uns mais que outros, não quero ser injusto) não vimos tudo o que deveríamos ter visto.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
PORTIMONENSE NA PRIMEIRA LIGA
Finalmente, conseguimos. Nestas horas e dias que se seguem de festa, em que nos sentimos todos de parabéns, creio que devemos olhar para o futuro com optimismo. Todavia, sem beliscar esta última frase, nem tão pouco por ter receio da pergunta sobre a qual ando a reflectir, devemos também perspectivar um clube que se deve manter unido, sólido e capaz de ser apenas o que pode ser. Por isso mesmo, fica a pergunta que me anda a consumir: e agora Portimonense?
sexta-feira, 7 de maio de 2010
CARTA ABERTA AOS PORTIMONENSES
Numa altura em que as veias literárias deitam cá para fora o que vai na alma dos seus amos, não quero deixar de expressar o que me vai na mente.
Amanhã, se Deus quiser, mesmo em recuperação da minha intervenção cirúrgica, estarei presente em Oliveira de Azeméis para assistir ao jogo do ano.
Eu sou do Portimonense, quer perca quer ganhe. Sou deste clube desde pequenino porque é o clube da minha terra. E, embora não partilhe este amor sozinho com o Portimonense, porque tenho um outro clube de quem gosto na mesma proporção e medida (não tenho rodeios de o afirmar porque não sou hipócrita como tantos outros que também os têm mas não o dizem), sei perfeitamente o que quero para este clube, qual a dimensão que ele deve ter e o sítio onde deve estar.
Pela segunda vez na minha vida tenho responsabilidades neste clube. Fui director nos anos de 2000 a 2003 e sou Vice-presidente desta direcção que iniciou funções em Outubro de 2006.
Em suma, continuo o mesmo adepto, embora com mais responsabilidades. Mas mesmo essas, que não me retiraram do chão (continuo a mesma pessoa), apenas vieram confirmar aquilo que penso: um clube é sempre dos e para os adeptos.
São eles, ou seja todos nós, que amanhã sentiremos o coração mais acelerado e o tempo a passar demasiado rápido ou lento, conforme o resultado em campo e a conjugação dos outros resultados fora dele.
Eu sou pessimista, sempre fui, confesso. Mas lá no fundo, quem me conhece, sabe que sou um optimista disfarçado que apenas se tenta proteger sempre dos eventuais maus resultados. Todavia, para que não subsistam dúvidas, tenho fé para amanhã. Mais do que ninguém quero o clube na Primeira Liga.
E tenho fortes razões para isso.
Destaco três grandes ideias.
Primeira: o clube está bem estruturado financeiramente e apesar dos resultados consolidados que nos impõem respeito, estou crente que a nossa eventual passagem pela divisão superior, não nos desviará do rumo traçado, antes nos trará outro campo de investimentos positivos;
Segunda: embora seja um crítico permanente da nossa passividade social (em termos de cidade e de apoios empresariais face ao clube), os recentes sinais que os portimonenses e não só transmitiram ao clube parecem-me interessantes. É certo que em tempos onde se vislumbra sucesso todos tendem a aparecer para dar palmadinhas nas costas, mas quero crer que está criada uma onda que nos permite sonhar com um tipo de apoio social/económico que não temos sentido;
Terceira: somos de facto um dos maiores embaixadores do município e da região e queremos continuar a sê-lo. A nossa missão passa por ir ao encontro do apoio institucional que temos tido por parte da Câmara Municipal de Portimão, justificando o investimento que é feito (refiro-me aqui especificamente aos apoios que nos são dados pela utilização da imagem), sendo mais um agente de promoção desta terra e da nossa gente. O palco da primeira liga pode proporcionar outros projectos. Apenas temos de saber interpretá-los.
Por tudo isto faz sentido ganhar. E eu penso que o conseguiremos, desde que todos os atletas e equipa técnica saibam entender que a história conquista-se e que “as finais são feitas para ganhar”. Tão só.
Não posso rematar este texto sem escrever uma verdade que apenas confirma tudo o que escrevi. Independentemente do que se passar amanhã, continuarei contente pelo que fizemos até aqui. Este é o nosso melhor cartão-de-visita quando entrarmos em campo amanhã.
Nuno Miguel Lopes da Silva
Sócio n.º 650
Amanhã, se Deus quiser, mesmo em recuperação da minha intervenção cirúrgica, estarei presente em Oliveira de Azeméis para assistir ao jogo do ano.
Eu sou do Portimonense, quer perca quer ganhe. Sou deste clube desde pequenino porque é o clube da minha terra. E, embora não partilhe este amor sozinho com o Portimonense, porque tenho um outro clube de quem gosto na mesma proporção e medida (não tenho rodeios de o afirmar porque não sou hipócrita como tantos outros que também os têm mas não o dizem), sei perfeitamente o que quero para este clube, qual a dimensão que ele deve ter e o sítio onde deve estar.
Pela segunda vez na minha vida tenho responsabilidades neste clube. Fui director nos anos de 2000 a 2003 e sou Vice-presidente desta direcção que iniciou funções em Outubro de 2006.
Em suma, continuo o mesmo adepto, embora com mais responsabilidades. Mas mesmo essas, que não me retiraram do chão (continuo a mesma pessoa), apenas vieram confirmar aquilo que penso: um clube é sempre dos e para os adeptos.
São eles, ou seja todos nós, que amanhã sentiremos o coração mais acelerado e o tempo a passar demasiado rápido ou lento, conforme o resultado em campo e a conjugação dos outros resultados fora dele.
Eu sou pessimista, sempre fui, confesso. Mas lá no fundo, quem me conhece, sabe que sou um optimista disfarçado que apenas se tenta proteger sempre dos eventuais maus resultados. Todavia, para que não subsistam dúvidas, tenho fé para amanhã. Mais do que ninguém quero o clube na Primeira Liga.
E tenho fortes razões para isso.
Destaco três grandes ideias.
Primeira: o clube está bem estruturado financeiramente e apesar dos resultados consolidados que nos impõem respeito, estou crente que a nossa eventual passagem pela divisão superior, não nos desviará do rumo traçado, antes nos trará outro campo de investimentos positivos;
Segunda: embora seja um crítico permanente da nossa passividade social (em termos de cidade e de apoios empresariais face ao clube), os recentes sinais que os portimonenses e não só transmitiram ao clube parecem-me interessantes. É certo que em tempos onde se vislumbra sucesso todos tendem a aparecer para dar palmadinhas nas costas, mas quero crer que está criada uma onda que nos permite sonhar com um tipo de apoio social/económico que não temos sentido;
Terceira: somos de facto um dos maiores embaixadores do município e da região e queremos continuar a sê-lo. A nossa missão passa por ir ao encontro do apoio institucional que temos tido por parte da Câmara Municipal de Portimão, justificando o investimento que é feito (refiro-me aqui especificamente aos apoios que nos são dados pela utilização da imagem), sendo mais um agente de promoção desta terra e da nossa gente. O palco da primeira liga pode proporcionar outros projectos. Apenas temos de saber interpretá-los.
Por tudo isto faz sentido ganhar. E eu penso que o conseguiremos, desde que todos os atletas e equipa técnica saibam entender que a história conquista-se e que “as finais são feitas para ganhar”. Tão só.
Não posso rematar este texto sem escrever uma verdade que apenas confirma tudo o que escrevi. Independentemente do que se passar amanhã, continuarei contente pelo que fizemos até aqui. Este é o nosso melhor cartão-de-visita quando entrarmos em campo amanhã.
Nuno Miguel Lopes da Silva
Sócio n.º 650
terça-feira, 23 de março de 2010
SERÁ QUE VALE A PENA?
Bem sei que escrever em causa própria é complicado e pode ser entendido como arbitrário. Mas a questão, colocada como tal, merece o correr de tais riscos. Falemos de futebol. Mas não só. Falemos de uma cidade, de um concelho e de uma região que é a minha, a sua e a de todos nós, sejam nascidos ou adoptados: o Algarve.
O caso do Olhanense tem-me deixado de sobreaviso. Sem falsas emoções, isto é, sem deixar que a rivalidade algarvia pudesse minar o que verdadeiramente sentia, na época passada, apoiei e fiquei feliz por o Olhanense ter subido à Primeira Liga do futebol português. Era e é bom para esta região.
Todavia, uma certa apatia que fui notando ao longo do tempo, na questão da angariação dos apoios monetários e sociais necessários para que a sua passagem seja mais do que uma curta visita, foi-me deixando apreensivo. E não tardei em olhar para o vizinho do lado…
Confesso que não tenho com o Olhanense a mesma relação que tenho com o Portimonense. Sou sócio do clube alvinegro, actualmente sou seu dirigente e, a par disto, enquanto homem nascido e criado em Portimão com muito orgulho, estou habituado a servir em muitas das associações deste concelho e, por isso, sou um conhecedor do estado das coisas.
Por isso, inquieto-me com a nossa apatia quase histórica. Não se trata de arranjar aqui um rol de acusadores e acusados. Trata-se apenas de pensarmos mais uma vez se valerá a pena o Portimonense subir de divisão sem o devido apoio monetário e o apoio popular (também muito importante)? Esta é a questão.
Independentemente da reflexão que julgo necessária, a minha opinião mantém-se, ou seja, o Portimonense, se conseguir, porque milita num campeonato muito competitivo, deve subir de divisão. Todavia, a par disto tem de haver uma reaproximação das pessoas ao clube e um certo comodismo a que estamos habituados, deverá ceder em nome de uma nova atitude.
Hoje, muitos têm sempre a tendência de colocar o ónus da culpa do lado dos outros, isto é, se os clubes não funcionam é porque os seus dirigentes, atletas e colaboradores não são capazes. E, como sabemos, o mundo de futebol é isto mesmo, hoje os maiores, amanhã os piores.
A profissionalização dos clubes, exigiu uma nova forma de gestão, por vezes, mal aplicada, mas, regra geral, e ainda bem que assim o é, num maior número de ocasiões, capaz de ir ao encontro dos novos desafios.
Apenas aqueles clubes que encontrarem uma massa adepta exigente, crítica mas leal, tão participativa como constante, conseguirão ter sucesso. Esta máxima não é conversa tola. É a consequência de uma entrega que faz andar a roda, isto é, que traz ao clube visibilidade e que o empurra para outros voos.
Lembro aqui, porque fui o responsável por essa ideia a nível intermédio, o facto de que por diversas vezes termos aberto o então Estádio do Portimonense ao público, tentando promover esse tal reencontro com as pessoas. O meu espanto foi enorme. As pessoas, mesmo assim, continuavam passivas, descrentes e pouco audazes.
É sempre mais fácil dizer que não há mecânica deste lado. O complicado é entender que se não houver essa participação, se não conseguirmos curar essa doença de que todos os portimonenses padecem, tudo ficará igual, isto é, continuaremos a ver os outros nos lugares que sentimos ter direito.
Desde há muito tempo que tenho vindo a abordar esta passividade. Não é de agora. Todavia, depois de um jogo onde tudo correu mal há dois fins-de-semana, e perante a recta final deste campeonato, faz todo o sentido deixar aqui essa questão de uma forma que não pretende ser ofensiva mas procura ser honesta.
Costuma-se dizer que em tempos difíceis e em que se requer união e participação, surgem atitudes que marcam e fazem a diferença. Será que temos capacidade de aprender essa lição?
A bola ainda está no nosso lado.
Publicado no Jornal Barlavento, edição de 18 de Março de 2010
O caso do Olhanense tem-me deixado de sobreaviso. Sem falsas emoções, isto é, sem deixar que a rivalidade algarvia pudesse minar o que verdadeiramente sentia, na época passada, apoiei e fiquei feliz por o Olhanense ter subido à Primeira Liga do futebol português. Era e é bom para esta região.
Todavia, uma certa apatia que fui notando ao longo do tempo, na questão da angariação dos apoios monetários e sociais necessários para que a sua passagem seja mais do que uma curta visita, foi-me deixando apreensivo. E não tardei em olhar para o vizinho do lado…
Confesso que não tenho com o Olhanense a mesma relação que tenho com o Portimonense. Sou sócio do clube alvinegro, actualmente sou seu dirigente e, a par disto, enquanto homem nascido e criado em Portimão com muito orgulho, estou habituado a servir em muitas das associações deste concelho e, por isso, sou um conhecedor do estado das coisas.
Por isso, inquieto-me com a nossa apatia quase histórica. Não se trata de arranjar aqui um rol de acusadores e acusados. Trata-se apenas de pensarmos mais uma vez se valerá a pena o Portimonense subir de divisão sem o devido apoio monetário e o apoio popular (também muito importante)? Esta é a questão.
Independentemente da reflexão que julgo necessária, a minha opinião mantém-se, ou seja, o Portimonense, se conseguir, porque milita num campeonato muito competitivo, deve subir de divisão. Todavia, a par disto tem de haver uma reaproximação das pessoas ao clube e um certo comodismo a que estamos habituados, deverá ceder em nome de uma nova atitude.
Hoje, muitos têm sempre a tendência de colocar o ónus da culpa do lado dos outros, isto é, se os clubes não funcionam é porque os seus dirigentes, atletas e colaboradores não são capazes. E, como sabemos, o mundo de futebol é isto mesmo, hoje os maiores, amanhã os piores.
A profissionalização dos clubes, exigiu uma nova forma de gestão, por vezes, mal aplicada, mas, regra geral, e ainda bem que assim o é, num maior número de ocasiões, capaz de ir ao encontro dos novos desafios.
Apenas aqueles clubes que encontrarem uma massa adepta exigente, crítica mas leal, tão participativa como constante, conseguirão ter sucesso. Esta máxima não é conversa tola. É a consequência de uma entrega que faz andar a roda, isto é, que traz ao clube visibilidade e que o empurra para outros voos.
Lembro aqui, porque fui o responsável por essa ideia a nível intermédio, o facto de que por diversas vezes termos aberto o então Estádio do Portimonense ao público, tentando promover esse tal reencontro com as pessoas. O meu espanto foi enorme. As pessoas, mesmo assim, continuavam passivas, descrentes e pouco audazes.
É sempre mais fácil dizer que não há mecânica deste lado. O complicado é entender que se não houver essa participação, se não conseguirmos curar essa doença de que todos os portimonenses padecem, tudo ficará igual, isto é, continuaremos a ver os outros nos lugares que sentimos ter direito.
Desde há muito tempo que tenho vindo a abordar esta passividade. Não é de agora. Todavia, depois de um jogo onde tudo correu mal há dois fins-de-semana, e perante a recta final deste campeonato, faz todo o sentido deixar aqui essa questão de uma forma que não pretende ser ofensiva mas procura ser honesta.
Costuma-se dizer que em tempos difíceis e em que se requer união e participação, surgem atitudes que marcam e fazem a diferença. Será que temos capacidade de aprender essa lição?
A bola ainda está no nosso lado.
Publicado no Jornal Barlavento, edição de 18 de Março de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Mil Visitas
Reparo agora que este blog, apenas alimentado pelos artigos que vou escrevendo para a comunicação social regional e nacional, chegou às mil visitas. Interessante e, ao mesmo tempo, um claro motivo de orgulho para o autor. Obrigado a todos.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
2010
A todos os que seguem este blog, desejo de uma forma sincera que o novo ano vos traga as melhores concretizações, sejam de que âmbito for. Bom ano.
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